Nos ventos de uma vida.


E depois dos dias ruins, eu me deito ao pé do travesseiro. Rezo pra que tudo o que me aconteceu no dia, seja um sonho. Estou sonhando de olhos abertos. E com esses olhos abertos e molhados, parados em olhar a parede, eu me lembro o motivo porque choro. É pela vida, que me martela cada vez mais forte todos os dias. É pela minha falta de sorte perturbadora, e pelas palavras difíceis que insisto em usar, para ver se entre meio algumas, consigo dar uma fugida desse cotidiano cruel. É por mim mesmo que choro. Porque até eu tenho pena de mim e mesmo tentando mostrar a pessoa forte que sou, caio no chão todas as horas que você me vem a cabeça. Estou preso no olho do furacão, acenando lentamente para os sonhos que estão sendo varridos pela força da natureza, que insiste em me puxar pra baixo todas as vezes que me levanto. Tão cansado de sentir de tudo um pouco... Existe uma luz no fim do túnel, eu sei que existe. Mas preciso me levantar para chegar até ela e sair desse pesadelo, porque continuar rastejando até lá, é muita humilhação para alguém que teve um coração perdido nos ventos de uma vida.

2 comentários:

  1. adorei esse post! MESMO!
    "caio no chão todas as horas que você me vem a cabeça"

    :*

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  2. seerio ? esse post nem era pra alguem gostar ! foi só um desabafo que fiz, mas que bom que gostou.

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