
Tenho me sentido sozinho, mesmo rodeado de pessoas que dizem que eu valho a pena. Não sabia que sentimentos também podiam ser clichês. E mesmo que sejam, não me importo mais. O que sinto é verdadeiro, só não sei se é real. O pior de tudo, é acordar todos os dias e não ter certeza se haverá alguém lá, ou se tudo ainda será um pesadelo, desses leves que costumam me acordar pra avisar que é assim que tenho que estar - de olhos abertos. Não sei mais se devo falar ou calar. O silêncio é um bom analgésico, mas sua ardência não me satisfaz. Já não percebo mais a enorme diferença entre os olhares preocupados que insisto em esconder por trás de um sorriso meio amargo... sorriso de cafeína gelada, de músculos forçados a mostrar felicidade. Não suporto mais essa paranoia que faz de mim meu próprio inferno. Neurônios que já fazem tráfico de sinapses, me deixando ao ponto de nem eu mesmo ser capaz de me entender. Já não sei se é verdade ou não. Não sei se confio ou não em mim mesmo. Se vou escolher sem mesmo olhar as possibilidades. Cortisol insuficiente pra controlar toda essa adrenalina. Toda essa
pseudoparanoia que ainda não desvendei.