Sem nome.

E um dia resolvi amar. Resolvi viver de sonhos mais profundos que os meus, que estavam dentro de mim. Quis ter um amor perfeito, sem olhar as aparências. Por mais que o mundo pareça ter o direito de julgar... Se me julga pela aparência, lembre-se que sou o reflexo da sua ignorância. O amor que julguei perfeito, sempre foi perfeitamente ridículo. Um sonho morreu. E um dia resolvi ser feliz. Resolvi prezar quem realmente me enxerga como eu sou. Eu sou o que você vê, não o que você pensa que sou. Se procura alguém de personalidade irônica, mas com opinião, acolha-me. Se você se assusta com meu jeito de ser, afaste-se. Se quer me conhecer melhor, aproxime-se. Se não gosta de mim, ignore-me. Mas quando eu partir, não chore. E um dia resolvi mudar. Resolvi ser para alguém, quem nunca fui pra mim mesmo. Quis que as pessoas me aceitassem, mas nada foi recíproco. Quando percebi que eu não me aceitava, entendi que nunca poderia mudar, e aprendi que sempre serei eu mesmo, mas com certeza não serei o mesmo pra sempre. E então resolvi ser livre, e quando cheguei ao meu limite, prestes a fugir até de mim mesmo, descobri que liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome...
inspirado em Clarice Lispector.
ResponderExcluirComo sempre de maneira espetacular você me impressiona!
ResponderExcluirAdorei esse texto e esse com certeza vai parar qualquer hora no meu quem sou eu!
Ótimo escritor!
oown, obrigado! pode pegar, desde que coloque de onde veio ! - a regra do blog ! kkk BEIJOS.
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