Clown


Se demorar muito vou fraquejar. Sinto no peito uma angústia assassina, prova do assassinato de um amor. Um amor que não morreu pra mim. Simplesmente foi enterrado vivo. Ah, essa vida circense. Como me cansa ser o palhaço. Aquele que tenta alegrar a todos com um sorriso e uma flor no paletó. Que tenta fazer do mundo um lugar melhor pra se viver. Alguém que solta gargalhadas ao vento, como quem solta pipas. Como se enganam as pessoas da plateia... Como se aquela figura engraçada não amasse nada além de seu público. O sorriso que vêem, é apenas a maquiagem, para esconder as lágrimas que seguro para não cair. A flor no paletó, é aquela que um dia, minha amada recusou. Só tento fazer do mundo um lugar melhor, porque um lugar pior do que esse seria insuportável. Só solto gargalhadas ao vento, para que possa gritar a dor que sinto. E nesse grande circo a que se resume minha vida, tentaram me ditar as regras do amor. Brincaram com meus sentimentos, fizeram de mim, o palhaço que nunca fui. Um palhaço mais cruel, que se recusa a acreditar no amor, porque sabe que o amor verdadeiro, se vive sozinho. Um palhaço que perdeu seus sentimentos assistindo à um circo de horrores.

2 comentários:

  1. fiquei encantada com esse post, cada vez que venho aqui me sinto que os meus pensamentos se parecem mais ainda com os seus!
    :*

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  2. *------* mas eles se parecem cada dia mais que nos conhecemos !

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