
andei mais do que podia. fui além dos meus limites, além dos limites do mundo ... e quando encontrei o despenhadeiro frente a mim, eu não consegui olhar pra baixo . era cruel demais, o sopro que me chamava ao seu arém . e meus pés, rubro-negros de pó e de sangue, do tanto que andei não poderiam mais caminhar. então sorri diante do orgulho de ter andado para tão longe . porque evolui tanto ao descobrir o mundo que havia ali . e uma nação de ares soprou o meu rosto, rolando a poeira e espalhando o sobretudo por todo o chão de pedra . e a borda do despenhadeiro foi caindo, aumentando de tamanho. e eu que estava sentado bem ali, apenas alguns metros para tras do buraco, vi meus pés, derrepente sem chão, e menos de um segundo depois, me vi completamente sem chão . despencando com as pedras rumo ao nada . ou rumo ao tudo ! rumo ao vazio de dentro do meu coração .
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