
Eu vejo o dia que estarei bem ali, naquela mesa de três ou quatro bancos, todos vazios sem a presença de alguma alma. Tirando as penadas, que serão as únicas almas acompanhantes de minhas vastas lágrimas. Porque tudo voltou a ser assim... se eu estava tão em paz. Eu vejo o dia em que chegarei próximo à aqueles que considero amigos, e eles nem erguerão os olhos à altura dos meus. E nem se quisessem, pois minha cabeça estará baixa... como minha estima. Mas se acontece comigo, deve acontecer com todas as pessoas. afinal, não sou diferente de ninguém ... ou sou ? é mesmo, eu sou sim diferente e na verdade, sempre soube disso. só tento esconder o sol com a peneira. Mesmo assim, eu me aceito, porque os outros não ? Eu vejo o dia em que ninguém olhará na minha face, nem pra dizer que minhas utilidades falharam mais uma vez. Quando serei livre ? quando serei livre pra ser eu ? Vivo sempre na prisão de minha alma, cheia de encanamentos que levam minha energia embora. Sei que tenho rasgos de humor, pingados aqui e ali, mas nada suficiente para divertir. Sei que tenho amassos de compaixão, mas nada suficiente para confortar outros. E sei que tenho autonomia para dizer o que quiser ... mas nada suficiente para dizer que sou livre pra ser eu . Afinal, nunca soube mentir direito ...
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