
Não acho que eu tenha o direito de não ser feliz. Nunca foi uma escolha, apenas imagens de sonhos que quero que sejam reais. Não quero palavras, mas sim braços que cuidem de mim, abraçando-me quando nada mais puder me sustentar. Estou assim, insustentável. Não consigo mais enxergar o mundo da forma linda que era. O mundo é nada mais que a realidade podre que tenho que engolir sem café. Me tirem daqui e me levem para um par de braços! Sinto que não serei mais eu se não for capaz de amar. Eu preciso amar. A vida aparece-me em um vestido vermelho, deita-se em minha cama e me leva toda a dignidade. Não a ouço acordar do meu lado e quando desperto ela já foi embora. Como eu gostaria de uma xícara de café quente. Tenho direito apenas ao amargo infortúnio que me obriga a fechar os olhos e pensar: que diabos estou fazendo fora do paraíso? No fim das contas, o inferno nada mais é do que essa gente toda ao meu redor. Cada passo que dou parece uma fuga completa. Cada dia que se vai representa um pouco de ar fresco onde posso respirar. E a morte me vem em vestido vermelho. Deita-se comigo e me arranca a vida num segundo. Por algum tempo só existe o paraíso. E então ela me despeja, como quem diz "vai em paz menino, e faz tudo o que nasceu pra fazer". Rapidamente caio da cama: estou novamente vivo às 6 da manhã.
Todo esse sentimento lhe foi útil para escrever, depois de um bom tempo sem ver nenhum texto seu, tu me joga aos olhos essas palavras espetaculares, que dançam umas com as outras e fazem uma festa! Todas com vestidos vermelhos, pretos, brancos e etc. Ficou maravilhoso.
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